Por Eugênio Nascimento
O delegado Paulo Márcio anunciou recentemente a sua disposição de estar na disputa pela Prefeitura de Aracaju e iniciou a sua fase de pré campanha apostando no sucesso nas urnas em outubro próximo. Há entusiasmo no democrata cristão. Filiado ao DC, o delegado lembra aos seus opositores que “na democracia, o eleitor é soberano, é ele quem escolhe livremente com base nos atributos do candidato e no conjunto de propostas apresentado. Se o eleitor se identifica com uma determinada candidatura, não importa se no palanque adversário estarão reunidos os medalhões da política, as velhas raposas, os financiadores de campanha, os ilusionistas e os compradores de voto. Ele aponta entre as suas propostas enfrentar nos primeiros 180 dias de gestão, caso eleitos, questões que se arrastam há anos, como a licitação do transporte público e da coleta de resíduos sólidos (lixo) e dar fim à corrupção na máquina administrativa municipal
Primeira Mão – Paulo, por que você quer ser candidato a prefeito ?
Delegado Paulo Márcio – Eu já tenho 20 anos de vida pública. Comecei como Agente Comunitário de Saúde, em Tobias Barreto, aos 18 anos de idade. Em 2001 ingressei na Polícia Civil de Sergipe, no cargo de Delegado de Polícia, após aprovação em concurso público. Militei no campo político inicialmente de uma forma mais discreta, como na vitoriosa campanha de Marcelo Déda em 2006, ocasião em que fui o coordenador do plano de segurança. Exerci os cargos de Superintendente da Polícia Civil e Corregedor Geral da Polícia Civil, além de ter presidido o Sindepol e a Adepol por duas vezes. Durante todo esse período, testemunhei, decepcionado, o amadorismo, a falta de criatividade e o excesso de burocracia que emperram a gestão pública e prejudicam enormemente a população, sem falar na praga da corrupção, do clientelismo e do fisiologismo comuns a certos grupos políticos. Diante desse quadro dantesco e da falta de perspectivas, eu percebi que poderia contribuir colocando o meu nome como alternativa e formando um agrupamento de pessoas honestas e comprometidas com o município de Aracaju. Essa ideia foi ganhando força à medida em que íamos conversando com amigos e aliados, apresentando nossas ideias e pontos de vista em relação aos principais problemas da cidade. Tudo isso me convenceu de que estávamos no caminho certo e que o nosso projeto seria bem recebido pelo eleitorado. Hoje, nossa pré-candidatura é uma realidade, ganhou visibilidade, respeito e adesões em todos os bairros e camadas sociais. Cabe-nos agora continuar trabalhando para fortalecer ainda mais o projeto que, temos certeza, é o melhor para Aracaju.
Primeira Mão – Você avalia que tem chance de vencer a disputa?
Delegado Paulo Márcio – Sem sombra de dúvida. Na democracia, o eleitor é soberano, é ele quem escolhe livremente com base nos atributos do candidato e no conjunto de propostas apresentado. Se o eleitor se identifica com uma determinada candidatura, não importa se no palanque adversário estarão reunidos os medalhões da política, as velhas raposas, os financiadores de campanha, os ilusionistas e os compradores de voto. Eu, particularmente, acredito na soberania e alto grau de consciência do eleitorado aracajuano. E é nesse sentido e com esse propósito que iremos trabalhar. Por outro lado, estamos convictos de que haverá um natural movimento de adesão à nossa pré-candidatura à medida em que formos obtendo uma maior visibilidade, de modo que o nosso projeto, que ainda está em fase inicial, fatalmente vai ganhar robustez e musculatura ao longo do processo.
Primeira Mão – Quem vai ser seu vice?
Delegado Paulo Márcio – Ainda não há uma definição quanto ao vice. Por enquanto estamos dialogando, conversando com políticos com quem temos mais afinidade. Não há pressa quanto a isso. Penso que o mais importante é encontrarmos alguém que reúna as melhores condições e propósitos. Então decidiremos, conjunta e democraticamente, o melhor para o projeto.
Primeira Mão – O que lhe credencia para disputar a PMA?
Delegado Paulo Márcio – Como eu disse, tenho 20 anos de vida pública à frente de atividades que me permitiram conhecer a gestão pública de perto, aquilo que funciona e o que não funciona. Diferente do grupo que aí se encontra, nosso projeto estará focado na cidade e em sua gente. As relações espúrias entre a administração e os grupos econômicos, que paralisam a cidade e prejudicam a população, não serão toleradas em uma eventual gestão do nosso grupo.
Primeira mão – O que lhe diferencia dos demais candidatos?
Delegado Paulo Márcio – São muitos pré-candidatos, com históricos, visões de mundo e comportamento diferentes. Não tenho a pretensão de me colocar acima de qualquer um deles, seja no plano ético, moral ou mesmo profissional. Mas tenho absoluta convicção de que, na atual conjuntura, meu nome desponta como o mais adequado para assumir a Prefeitura de Aracaju, pelo respeito, pelo trânsito e pela firmeza com que costumo defender os interesses públicos.
Primeira Mão – Quais são as suas principais propostas para Aracaju?
Delegado Paulo Márcio – Além das necessárias intervenções na infraestrutura e modernização urbana e ações na saúde e educação públicas, nós enfrentaremos, nos primeiros 180 dias de governo, questões que se arrastam há anos, como a licitação do transporte público e da coleta de resíduos sólidos (lixo), abrindo a queixa preta e acabando de uma vez por todas com esse esquema nocivo e marcado pela corrupção. Diferentemente de Edvaldo Nogueira, nós iremos realizar um estudo de atualização do valor venal dos imóveis do município, o que possibilitará o estabelecimento de valores justos e proporcionais do IPTU, que atualmente são extorsivos e de caráter confiscatório. Outra área que iremos priorizar é a segurança pública, tornando o município um verdadeiro protagonista e parceiro da Secretaria de Estado da Segurança Pública.
Foto: Arquivo pessoal