DAGV contabiliza mais de 560 prisões em flagrante por violência contra grupos vulneráveis

As prisões foram possíveis a partir dos mais de 1,4 mil boletins de ocorrência prestados pelas vítimas na unidade plantonista do DAGV na capital

O Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV), unidade plantonista da Polícia Civil, registrou mais de 1,4 mil boletins de ocorrência durante todo o ano passado. Com essas ocorrências, o DAGV contabilizou 563 prisões em flagrante e cinco autos de apreensão em flagrante pela prática de atos infracionais em decorrência de gênero, orientação sexual, crença e cor da pele e também de pessoas idosas.

Segundo o levantamento feito pela unidade, apenas em 2019, durante o plantão 24 horas do DAGV, foram registrados 1.467 boletins de ocorrência, que resultaram em 893 relatórios de ocorrências policiais (ROP), e 40 termos circunstanciados de ocorrência (TCO). Com isso, o DAGV se mostra um importante aliado no combate à violência contra pessoas dos mais diversos grupos da população brasileira.

O DAGV passou a funcionar em 2004. Já durante o segundo semestre de 2018, a unidade da Polícia Civil na capital passou a realizar atendimentos em regime plantonista. A extensão do horário foi uma medida essencial para a melhoria na qualidade do serviço e no fornecimento de uma resposta mais rápida aos casos de violência contra os grupos que contam com a unidade como aliada.mO plantão teve início em outubro de 2018. A partir de então, a demanda aumentou muito pois é um atendimento especializado, mais humanizado. todos que trabalham no plantão passaram por um curso de qualificação para um melhor atendimento de grupos vulneráveis. Então já era esperado que o número aumentasse com esse atendimento diferenciado.

Mesmo o DAGV atendendo a todos os grupos de vulneráveis, a maior incidência de violência contra essas pessoas ainda é registrada contra a mulher. “A maior parte desses crimes tem como vítima a mulher. então a demanda é muito grande relacionada à mulher, depois crianças e adolescente, contra idosos e público LGBT também. Então esse plantão foi implementado a partir de um homicídio ocorrido com uma transexual, infelizmente. a partir de então foi instaurado o plantão, porque se viu a necessidade de um atendimento mais especializado”, afirmou a delegada Mariana Diniz.

Fonte e foto: SSP-SE

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