Óleo no Mar: atuação da comunidade científica nas consequências do desastre ambiental é tema de reunião em Sergipe

Na ocasião, o MPF levantou questões que serão discutidas no encontro de Grupos de Trabalho que ocorrerá no Rio de Janeiro
O Ministério Público Federal (MPF) e a Marinha do Brasil se reuniram na quarta-feira (4), em Sergipe, para tratar da atuação da comunidade científica nas consequências do desastre ambiental do derramamento de óleo. Participaram da reunião o Capitão de Corveta Cesar Henrique Oliveira Borba, o Capitão de Fragata Guilherme Conti Padão, o professor doutor Ricardo Coutinho, do Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira, da Marinha do Brasil, e o procurador da República Ramiro Rockenbach. O desastre ambiental já impactou mais de dois mil quilômetros da costa brasileira, atingindo pelo menos 800 localidades em todos os estados do Nordeste e também do Espírito Santo e do Rio de Janeiro.


Durante o encontro, o professor Ricardo Coutinho, responsável pela Coordenação Científica dos Grupos de Trabalho, explicou que a formação dos Grupos de Trabalho (GT’S) se deu de forma a assegurar o máximo de participação de pesquisadores dos Estados afetados, além de especialistas de outros locais. Até o momento, foram formados sete GT’s. Cada um deles é coordenado por cientista referência no assunto. O professor também esclareceu ao MPF sobre temas como o planejamento das pesquisas, a disponibilização de recursos financeiros, a participação das comunidades tradicionais (pescadores artesanais, marisqueiras, catadores de caranguejo, ostreiros etc) e a transparência de informações e comunicação à sociedade.


Na ocasião, o procurador da República Ramiro Rockenbach demonstrou a preocupação com a necessidade do financiamento para as pesquisas. “É extraordinária a disposição e compromisso dos cientistas envolvidos. Há muito a fazer e tem grande valor social esse esforço conjunto. Agora é garantir que os pesquisadores tenham estrutura e apoio, com recursos humanos, materiais e financeiros. O MPF aguarda, com expectativa, que em breve os valores sejam disponibilizados”, destacou. Outro ponto questionado pelo MPF foi sobre a participação das comunidades tradicionais (pescadores artesanais, marisqueiras, catadores de caranguejo, ostreiros etc) nos Grupos de Trabalho. Sobre isso, o professor explicou que inicialmente cogitou-se a hipótese de se criar um GT somente para trabalhar esse tema. Mas, devido à complexidade das atividades, a questão foi integrada ao GT 3 e 4, que tratam de avaliar os impactos socioeconômicos e as áreas protegidas, respectivamente.


Fonte e foto: MPF-SE

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