Foto: SES

Saúde orienta sobre cuidados e prevenção de mastite em lactantes

A mastite é um dos desafios mais frequentes enfrentados pelas mães durante a amamentação. Essa condição inflamatória da mama pode causar dor, vermelhidão, inchaço e, em casos mais graves, febre e sintomas sistêmicos. Apesar de comum, a mastite ainda é rodeada de mitos e dúvidas, o que reforça a importância de um manejo correto e de informações atualizadas. Diante disso, a Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL), por meio do Banco de Leite Marly Sarney, realizou nesta quarta-feira, 15, uma capacitação voltada a pediatras e obstetras.

De acordo com a mastologista Renata Montarroyos Leite, a mastite está associada à desbiose mamária, um desequilíbrio entre as bactérias boas e patogênicas na mama. “Tudo o que contribui para esse desequilíbrio, como obesidade, uso excessivo de antibióticos ou hábitos inadequados pode aumentar o risco de mastite”, disse a especialista. Um ponto essencial destacado pela médica é a importância de diferenciar mastite de outras condições, como o ingurgitamento mamário. “O ingurgitamento é caracterizado por mamas túrgidas e, eventualmente, doloridas, mas não necessariamente é mastite. A mastite se declara quando, além da dor, há sinais como vermelhidão e inchaço persistentes por mais de 48 horas”, informou a médica.

O pediatra Jéberton de Santana Santos, residente em Neonatologia, participou da capacitação e destacou a importância das orientações. “Na pediatria lidamos diariamente com questões de amamentação, especialmente no período neonatal, onde buscamos estabelecer o vínculo entre mães e bebês. A mastite é um desafio comum, e ter acesso a essas atualizações nos dá respaldo para oferecer o melhor cuidado às nossas pacientes e, consequentemente, às nossas crianças”, comentou.

(Fonte: Governo do Estado)

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